domingo, 3 de junho de 2018

Canjica sem precisar de ficar de molho de um dia pro outro

Junho é assim... friozinho. Dá uma vontade de comer canjica. Mas aquele esquema de colocar o milho para amolecer de 1 dia pro outro, dá um desânimo. Então fiquei buscando umas receitas e fiz essa, que vou escrever aqui embaixo, pois deu certinho.

1) Coloque água em uma panela de pressão até um pouco mais da metade e ligue o fogo
2) Lave 1 pacote de canjica de coloque nessa panela.
3) Um pitada de sal
4) Tampe a panela e quando iniciar a fervura, desligue o fogo
5) Deixe descansando por 30 minutos com a panela tampada.
6) Passado esse tempo, ligue o fogo e cozinhe por 40 minutos na panela de pressão.
7) Prontinho... o milho vai estar bem molinho e é só temperar do seu jeito.

Eu fiz assim: joguei a água fora, peguei o milho já molinho e coloquei metade dele em uma panela menor, misturando com uns 2 copos de leite, 1 caixinha de leite condensado, 1/2 vidro de leite de coco, cravo e canela a gosto, 1/2 pacote de coco ralado. Deixei dar uma boa fervida e pronto.

A outra metade do milho molinho eu pus num tupeware e vou congelar. Quando der vontade é só temperar novamente com os ingredientes desejados.

domingo, 27 de maio de 2018

Tributo a Tereza


Nesse sábado, com toda essa crise da “gasolina”, estava quietinha em casa, prestes a começar o almoço, quando ouço alguém bater em meu portão.
O Dedé abriu a porta meio contragosto logo pensando ser uma testemunha de jeová, mas e eu o interceptei no caminho e disse que atendia.
Já fui com o meu discurso pré-fabricado de que não tinha interesse em adquirir nada. Afinal, minha rua mais parece um camelódromo ambulante. Pior que eles invadem minha casa com musiquinhas ou jargões irritantes: É o gás, é a cândida, é o churros, é a pizza, são os ovos, é o pão caseiro, é a pamonha, etc, etc, etc.  E nesse sábado, quase nenhum deles apareceu. A rua estava maravilhosamente silenciosa. Mas lá estava uma senhora de uns 60 anos talvez,   parada na frente no portão,  com um carrinho de feira, encapado com um plástico verde florido, jaleco branco, pele dourada pelo sol,  cabelos semi-grilhados, cuidadosamente penteados para trás e um largo sorrido. Ela se apresentou por Tereza, querendo alguns minutos de minha atenção.  
Já estava prestes a declinar, dizendo não ter interesse em comprar nada, mas  a curiosidade falou mais alto e fui ouvir qual era o negócio dela. Porém,  com o meu discurso na manga de que não compro essas coisas de vendedor ambulante por causa da procedência e etc.
E ela, como conhecesse meu discurso já foi logo dizendo, que não tinha hábito de comprar coisas na rua por conta da procedência, mas que o trabalho dela era diferenciado, que fazia com esmero. Que atendia algumas pessoas dali do bairro, clientes antigas. Foi descrevendo o seu produto com tanta propriedade que aquilo me chamou a atenção. E eu acabei a sabatinando, perguntando o que ela usava, há quanto tempo trabalhava com aquilo e etc... E ela foi respondendo com muita convicção e amor por aquilo que fazia. Fui guardando o meu discurso no bolso e continuei a ouvindo. Disse que criara os filhos cozinhando para fora e contando as técnicas de cozinha,  e etc. Em nenhum momento ela se usou de vitimismo, do tipo, compre para me ajudar, meus filhos passam fome, etc...  Mas foi confiante em seu trabalho. É claro que não resisti e comprei os produtos dela, que eram coxinhas, croquetes de carne seca e bacalhau e que estavam bem embalados e bem refrigerados.  E não eram baratos não. Mas o que me marcou na Tereza foi a atitude e uma das coisas que ela disse foi: - o pobre quando vê a crise vai trabalhar e é o que estou fazendo, mas o rico quando vê a crise e vê que não tem solução, vai se matar.
  • Faça o seu trabalho sem estardalhaço, e confie no seu potencial.
  • Barulhos e gritarias só irritam!!! Eu não compro nada de gente que fica me aporrinhando na porta da minha casa com carro de som alto. Pior que acho que o povo brasileiro já se acostumou tanto com esse tipo de gente, que fala demais, discursa demais, se vitimiza demais, é mimimi demais... mas para mim, não serve.
  • Se faltar gasolina, pegue o seu carrinho de feira é vá. Na verdade, improvise. Diante da crise, seja criativo. Trabalhe e confie no seu negócio.
  • Um sorriso, uma boa apresentação é um bom começo. Não precisa ser belo, mas que denote credibilidade.
  • Cenas assim são pequenas pérolas de aprendizado, temos que estar abertos para aprender e é por isso que resolvi descrever Tereza.
  • Queria que o povo brasileiro fosse mais cético, não tão místico, sabendo que não existe magias ou salvadores da pátria. Por mais  Terezas que tentam fazer o seu trabalho com dignidade e honestidade. Com sobriedade, com seriedade e conhecedores do seu negócio.
Mas e a greve dos caminhoneiros? Penso que ela se faz necessário para que esses políticos sanguessugas acordem e se situem que esses impostos são abusivos e que a forma de administrar esse país já deu, tá o caos. Mas e o Brasil? tá doente demais!!! Mas que se levantem mais Terezas para ver se tem cura.




quinta-feira, 1 de março de 2018

Percebendo Sampa - poema

Fui procurar em Sampa as palavras poéticas que um dia se perderam dentro de mim. Procurei, procurei e achei algumas delas, as quais deixei brotar nesse poeminha. 
Percebendo Sampa
Não passe tão rapidamente pela vida
Deguste-a, perceba sua sinestesia
Sua arte, por toda a parte.
Contemple a sinfonia de cores, cheiros, sabores
Perceba os rumores e dissabores.
Ao chupar uma bala, retire o seu invólucro,
Ao fazer uma selfie, contemple primeiro seu entorno
Tente sair  de tempos em tempos do seu pequeno universo de cinco polegadas
Perceba polegares sujos da poeira da vida
Do pó do asfalto, dos prós e dos contras
Das escolhas e do encurralamento
Tente perceber as cenas, quase imperceptíveis
Tragadas pelas lamúrias
Que ecoam entre uma caixa e um fone de ouvido
Das angústias, das preocupações
Que surgem como densas nuvens escuras
Num dia imperceptivelmente ensolarado
Mas despejadas no confessionário tele móvel
Telepático, ente apático.
Sinta...
Do asfalto pode brotar a flor
Do pedinte, o sorriso mais lindo, quase sem dentes
Das mãos sujas e marcadas, o compartilhar do pão
Da vida livre e descompromissada, a leveza de ser
Do olhar sujo pela fuligem, a honestidade
Das roupas sujas e rotas, emaranhados de dignidade.
De tais, é o reino dos céus, pois não tem nada, mas nada parecido com os políticos, fétidos, desalinhados e desonestos de Brasília.

Lina Linólica 04/11/2017

domingo, 19 de novembro de 2017

A-cor-dar


Acorda!
Já passou da hora de despertar, oh  consciência.
Seja ela negra, rosa, ou de todas as cores do arco íris.


A consciência tem que ser humana -
Que valoriza a vida.
Não de forma antipática ou apática,
Mas empática;
Que no campo do  desconhecido
Não se desconecta
Por conta do corrompido subconsciente coletivo
Mas conecta-se
Com a humanidade 
Da Terra, do pó,
Em prol
Da unidade, 
Da consciente consciência
Que o planeta terra é feito de gente
Com jeitos e trejeitos
Com personalidade própria
Com respeito mútuo à diversidade criativa do ser
Que faz parte desse fantástico ciclo da vida.



 Lina Linólica


19/11/2017 – 


quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Culpa é da Baleia?


Eu confesso que tenho muito medo dessa febre da baleia azul que tem infestado as redes sociais sugestione ainda mais as nossas crianças e adolescentes para esse caminho. Isso era uma mensagem fake, daquelas que que alastram na internet, mas depois de muito se alastrar, ela ganhou vida e agora é verdadeira, sabe por que?  Nossas crianças  e adolescentes, embora aparentem experts em tecnologia, são pessoinhas “tenras” , cujo o caráter está sendo formado. Elas são frágeis, não tem resiliência e as  redes sociais, são muito perigosas para elas. Tanto é que a maioria delas tem um  termo de compromisso, que talvez muitos pais desconheçam: “Não deve usar o Facebook se for menor de 13 anos”. O mesmo vale para Instagram, Pinterest, Snapchat e Twitter. No YouTube, crianças podem assistir, mas apenas adolescentes a partir de 13 anos podem criar um canal. O WhatsApp define limite maior, de 16 anos.”   Atribuir a culpa ao jogo baleia azul é muita infantilidade por parte da sociedade. Outros jogos, seriados, etc, virão.  Será que ninguém percebeu que tem muita coisa errada na educação desses meninos?  Faz muitos anos que através do meus artigos venho tentando conclamar aos pais sobre o cuidado com nossas crianças e adolescentes. Tenho visto uma geração de filhos órfãos de pais omissos. Sei que deve ser difícil educar nessa era digital, mas não desista. Encontre uma forma de aproximar-se do seu filho. Conheça o seu idioma. Crie vínculos afetivos. Busque incessantemente um jeito de se aproximar dele e saber quem ele é, conhecer sua personalidade, tentar descobrir seus sonhos, suas angústias, seus dilemas.   

Fiz um recorte dos textos que escrevi  nesses últimos 5 anos, o qual compartilho novamente.


“Muitas vezes queremos proteger demais as nossas crianças dando tudo a elas e  talvez a vida se torne insossa. Talvez ela esboce um sorriso, agradeça e só. A criança precisa muito mais que isso... precisa de desafios, precisa aprender a vencer os medos, precisa descobrir a vida  e acima de tudo: Pagar o preço. E esse pagar o preço é que faz a diferença no sistema educacional, na ética e na sociedade. Quem tem ouvidos, ouça!” Janeiro /2016 -  O menino e o pirulito - http://linolica.blogspot.com.br/2016/01/o-menino-e-o-pirulito.html

"Acho muito importante a  infância ter essa sinestesia – cores, sabores, cheiros, músicas e toques.   Só que eu to meio assustada, pois parece que isso se perdeu. Parece-me que a infância está plastificada nas telas, telinhas e telões.  Momentos, são momentos...  não dá para plastificá-los ou prendê-los numa tela de smarthphone.  Essas sensações estão  sendo trocadas pela exposições e que isso tem gerado um pequeno pane destrutivo na nossa humanidade. Será que a infância das nossas crianças não tem sido “plastificada”?  Eu li vários comentários dizendo que o garotinho precisava era de uma surra... mas acho que vai muito mais além,   ouso dizer que  esse garotinho não está sozinho. Está sendo formado um exército de garotinhos que fazem birras por algo que nem sabem o que querem, vou usar um termo dentro da minha concepção é nova: está se formando uma nova geração de crianças estressadas. Digo isso com propriedade,  pois acompanho o desenvolvimento de crianças,  já que  desde 1999 estou  na educação digital e, realmente,  tenho me assustado com essa nova geração. Acredito que tem excesso virtual e falta a essência verdadeira: o toque, o aconchego, o amparo, a oração, o colo, o diálogo,  o sabor da comida gostosa, a música acalentadora, o cheiro da natureza, a cor da família."Outubro/2015 – o menino destruidor e a salsicha - http://linolica.blogspot.com.br/2015/10/o-menino-destruidor-e-salsicha.html

   
"Que lindo!!! Essa geração já nasce sabendo tudo a respeito de tecnologia!
 Essa é uma falácia. Eu ouço as pessoas constantemente dizerem isso o tempo todo e todo mundo acredita.  Talvez o menino aperte um monte de botões, dá certo e ele repita a operação, mas não significa que ele é um gênio na tecnologia e não precisa de ensino. Os aplicativos tecnológicos são intuitivos e qualquer um pode usá-lo.    Tecnologia é fácil aprender o difícil é atrelar-se a valores. Recentemente participei de palestras com Rodrigo Nejm, diretor da Safernet e cheguei a seguinte conclusão "Imagine uma linda praça pública. A praça, em si, não é perigosa, mas pode ter locais ermos ou iluminados. Agora imagine com 2 bilhões de pessoas nela. Uma diversidade incrível de pensamentos - pessoas de boa índole, pessoas de má índole. Você deixaria seu filho pequeno sozinho nessa praça? Bem vindo ao cyberespaço!!!"  Talvez você pense:  - é apenas um celularzinho... É simples vá com ele a essa praça.  Não o proíba de ir, mas vá com ele.  Oriente-lhe bons lugares para brincar. Brinque com ele. Estreite esses elos.  Ensine-lhe um caminho bom.  Desde que o mundo é mundo os pais devem ensinar o certo e o errado. O que é perigoso e o que não é. Talvez os pais não enxerguem esse perigo, pois se apropriou desse pensamento: “Essa geração já nasce sabendo tudo a respeito de tecnologia!” e em sua mente logo vem a justificação: “Se sabem tudo, não tem o que lhes ensinar”. Tem muito a lhes ensinar sim. E são valores. São valores que a nossa sociedade digital precisa.  Talvez você não veja o perigo, afinal ele está tão seguro dentro de casa... mas lembre-se é uma praça com 2 bilhões de pessoas nela.  Maio/2012 – Educar na Cultura Digital - http://linolica.blogspot.com.br/2012/05/educar-na-cultura-digital.html"

"Sabe o que eu percebi nesses 12 anos dando aulas? que os nossos melhores alunos são aqueles cujos pais o estimulam em vários sentidos: oferecendo-lhes limites, sendo parceiros da escola. Valorizando a literatura, a artes, navegando com os filhos. Amava quando um pai ou mãe me procurava e dizia que jogava os joguinhos que eu aplicava com seus filhos. Isso é elo e dos bons. Normalmente eram esses os melhores alunos da escola. Esses meninos vão longe, sabe por quê? Porque estão andando com pais sábios.
Porém eu vi outro estímulo, o qual tem me preocupado muito. É um estímulo negativo. E já desconfiava, mas fazendo uma busca no Google dos vídeos mais vistos pelos brasileiros, constatei o que eu mais temia: A quantidade de cultura inútil que é vista involuntariamente pelos nossos meninos é avassaladora. E alguns programas de TV, que não são nada bobos acabam disseminando mais ainda essa cultura inútil. Se eu ando com os sábios, torno-me sábio, caso contrário, serei companheiro de tolos e me acabarei mal. E é assim que tem acabado o nosso sistema de ensino brasileiro. Muito mal.
Isso me assusta, porque muitos meninos preferem andar com tolos, fúteis e inúteis do que apegar-se a coisas sábias e isso poderá gerar conseqüências no futuro. Na verdade, já está acontecendo.  Setembro/2011

"Aquele que anda com os sábios será cada vez mais sábio, mas o companheiro dos tolos acabará mal." Pv. 13:20 - Pai! Seja o sábio na vida do seu filho. Segure em sua mão e guia-o em um bom caminho :)

Pense nisso!

Lina Linolica – 04/2017

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Os últimos 15 livros que li nas férias - minhas recomendações

A paixão por um determinado livro é algo muito pessoal. Tem livro que eu amo, porém você poderá odiar. Aqui em casa, eu e meu marido temos gostos muito distintos. Não sei quem lê mais aqui em casa, se é ele ou eu, mas eu não gosto de ler todos os livros dele e vice-versa. Porque estou escrevendo tudo isso?  É que volta e meia eu quero sugestões de livro e fico sempre na dúvida se a pessoa que postou tem gosto parecido com o meu. Sempre que brinco de amigo secreto, acabo pedindo livros de presente.  Ganhei livros em 4 brincadeira,  mas não gostei de nenhum dos 3 livros que ganhei. Um era cult demais, outro era didático demais, outro era mais para um perfil masculino. Daí acabei não lendo, mas meu marido leu um deles e gostou demais.  Qual é o meu perfil, então? Gosto de ler para relaxar, gosto de literalmente viajar na leitura, seja ele ficção ou não. Gosto de conhecer novas culturas e se for um romance, por favor que tenha final feliz.

Quando eu não estou mochilando nas férias eu tenho que ler pelo menos uns 3 livros. Então esses foram os últimos quinze livros que li nas minhas férias.

1) Fique onde está, então Corra - Gostei bastante, embora é meio temática de guerra, deu para ler em um fôlego só. Recomendo a leitura.




2) Existem Crocodilos no mar - É uma leitura deliciosa. É o tipo de livro que gosto, pois envolve cultura de outro país e também a gente acaba se envolvendo com a questão do refugiado e o mais legal que é uma história verídica. Chorei muito ao  término do mesmo.  Esse eu mais que recomendo.




















3) O Escaravelho do Diabo - Eu tinha lido esse livro quando era pequena, mas com o lançamento do filme baixei um PDF no Celular e o reli novamente. O filme fugiu muito da realidade do livro. Penso que a escritora quis dar uma Agatha Christie brasileira utilizando-se de uma trama recheada de assassinatos e suspenses. Vale a pena ler de novo.






















4) Canta a Minha Alma - É um livro de crônicas cristãs, de uma amiga querida -  irmã Leila Mota Silva da Igreja Evangélica de Vila Yara, a qual eu fiz parte e conheço essa mulher  de coração apaixonado por Jesus. Recomendo para aqueles que amam a Jesus.

5) Vide Verso - É um livro do meu amigo Juca de Souza, também amigo querido e irmão em Cristo, que precisava desnudar o seu coração em decorrência da perda do seu filho. É um livro de poemas impregnados de sentimento e recordações. Recomendo para corações sensíveis.


6) Esse livro é recheado de tensão. É a história verídica de uma jornalista francesa que finge ser uma jihadisda através de contatos na internet. Realmente assustador, pois é o que tem acontecido nos dias de hoje. Recomendo a leitura.

7) Eu sou Malala. Livro emocionante de uma menina paquistanesa que é uma lutadora pelo direito à educação. Amo a coragem de Malala. Ela é apaixonante e a sua história também e eu super recomendo


8) Era uma vez uma Princesa, conta a história de um princesa Malaia que luta pelos direitos da mulher e nesse interim tem os seus filhos sequestrados, pelo próprio pai das crianças. É uma história fascinante e dá para se viajar para diversas culturas e continentes. Eu amei esse livro e eu super recomendo.

9)  Peturs Logus. Fazia tempo que não lia um livro de Cury e esse é uma ficção pura, mas com grandes lições. Só fiquei irritada porque queria o volume 2 e até agora não lançaram, então eu não vou recomendar enquanto não sair o volume 2.


10)  O Doador de Memórias -  Como eu tinha gostado do título do livro, acabei comprando esse livro e realmente ele tem um enredo interessante, meio futurístico... mas fiquei meio no vácuo no final, pois tinha o volume 2  - A Escolhida. Eu não recomendo e explico no próximo livro o porquê.


11) A  Escolhida - Daí eu fui à loja a procura desse livro, pois estava hiper curiosa por conta do livro acima que era a sua continuação. Li, li e li e não vi nenhum link com o livro acima. Não sei se eu não entendi, mas fiquei meio no vácuo. Eles tem enredos que prendem a atenção, mas o final fica meio no vácuo. Acho que não gostei, portanto não recomendo.

12) Cisnes Selvagens. Esse é o tipo do livro que tenho saudades e dá vontade de ler novamente só para me embrenhar nessa deliciosa dinastia chinesa. É um livro onde você mergulha na história e na cultura do povo chinês. É uma história verídica e realmente eu me apaixonei por esse livro. Eu super recomendo


14) O Silencio das Montanhas. Para quem curtiu o Caçador de Pipas e A Cidade do Sol, vale a pena ler esse livro do mesmo autor. Embora tem o núcleo de personagens meio grande, ele tem um boa e emocionante história. É novamente umas daquelas narrações envolvendo povos, culturas, sinesterias, emoções. Eu super recomendo.

15) O Guardião de Memórias. Depois de ler esse livro, apaixonei-me mais ainda por crianças especiais e o quanto os pais dessas crianças são privilegiados em fazer parte desses crianças tão amáveis e tão peculiares. É uma narrativa envolvente e emocionante. Super Recomendo.







Tinha um aplicativo no orkut onde eu registrava todos os livros que lia e estava atualizando, mas ele sumiu com o orkut... Queria lembrar todos os títulos que li, mas isso fica para um outro dia. 












quinta-feira, 7 de abril de 2016

Quem era homem, quem era porco...

Hoje eu estava pensando num episódio bíblico (Marcos 6) que me chamou muito a atenção .  Era uma festa de aniversário: tinha um rei de personalidade fraca, uma rainha egoísta e uma jovem fútil  que brincavam  com o poder e tomavam atitudes néscias  cortando a cabeça de um inocente. E assim esses poderosos corrompiam, massacravam e faziam coisas ao seu bel-prazer.  É claro, que nos dias de hoje não vemos essa situação extremista de cortar cabeças, talvez só no estado islâmico, mas vemos atitudes radicais de egoísmo, tudo em nome da corrupção e quantos inocentes são “assassinados” por conta da ganância. Isso me faz lembrar o livro ‘Revolução dos Bichos” de Eric Arthur Blair,  que usava o pseudônimo George Orwell. "Doze vozes gritavam cheias de ódio e eram todas iguais. Não havia dúvida, agora, quanto ao que sucedera a fisionomia dos porcos. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco." Sem ter lido Orwell, percebe-se que  Jesus tinha nojo disso, dessa gana por poder. Tanto é que esse rei queria ver Jesus e se Jesus quisesse, ele poderia ir àquele palácio, até mesmo para confrontá-lo e quem sabe mandar uma praga do céu por conta da morte de seu primo João Batista. Mas, o grande ensino de Jesus é que ele queria distância desse povo, mas distância mesmo, tanto é que ele vai para um lugar bem deserto, longe do sistema envaidecido e ensandecido e ali Ele fez o que  “Estado” deveria ter feito: ensinou (cuidou da educação), curou (cuidou da saúde) alimentou (cuidou das necessidades básicas) e com isso, os corações foram acalentados. Se ele tivesse ido para aquele “palácio” poderia se contaminar, mas ele foi para o deserto, longe do sistema manipulador e corrupto, longe das festas e distrações do palácio e em uma das versões bíblicas fala que a primeira coisa que ele fez, antes de multiplicar pães foi “Ensinar”.  E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas – Marcos 6:34.  A educação é prioridade e o que será que Jesus ensinava? Ensinava ética e cidadania (pois o grande enfoque era o amor ao próximo e isso nada mais que ética e cidadania)  Confesso que ensinar não é fácil. Tenho tentado ensinar os meus alunos a se “viciarem em livros”, pois sei que os livros vão libertá-los da ignorância,  mas me deparo com tanta preguiça, tanta incredulidade, tanto descaso. Infelizmente muitos preferem se contaminar com as distrações que não vão levá-los muito longe, mas enfim, tenho tentado compartilhar alimento bom. E Jesus aproveitou ambiente do deserto, e ensinou, curou, alimentou e abençoou. Tá certo, que essa multidão não aprendeu muita coisa, depois eles incitaram para crucificá-lo, mas Jesus deixou o exemplo. Ele foi um líder voluntário. A Bíblia está repleta de lições, e talvez essa seja uma grande lição: Um bom líder não se deixa contaminar pelos prazeres do poder, não toma da forma da corrução, mas o bom líder serve. Uma vez li que Suécia os parlamentares não recebem salários, não possuem mordomias e segundo a  Organização Transparência Internacional, a Suécia é  um dos países menos corruptos do planeta. São políticos que servem. Às vezes, eu tenho a impressão que esse sistema “palaciano corrupto” se assemelha  a uma grande árvore com muitas raízes que vão se alastrando em meio a população, invadindo tudo, tipo aqueles filmes de ficção, parece que o brasileiro tem sido abduzido pelo egoísmo, pela corrupção, pela maldita lei de Gerson, que sempre pensa em levar vantagem em tudo. Ah... como eu queria que essas malditas raízes da corrupção fossem destruídas, mas isso só acontecerá no “deserto”, longe desse maldito sistema corrupto, com muita, mas muita educação”, onde pais poderão   aprender com Jesus sobre ética e cidadania e ensinar seus filhos e netos sobre como se portar em sociedade.  Ah... Jesus, ensina-nos, ensina-nos!