terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...


“Porque ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele clamará a mim, e eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. Vida longa eu lhe darei e lhe mostrarei a minha salvação.”  Salmo 91:14-16

Essa foi a palavra que Deus me deu quando recolheu o meu pai no ano de 1995. Não  chorei naquele dia... estava meio em êxtase por saber do cuidado do meu Pai Celeste pelo meu pai. Estava em paz no meu coração, trazia dentro do meu ventre o seu neto e talvez Deus naquele dia deu uma atenção especial para mim.
Hoje, ao abrir  a Bíblia,  e me deparo com esse salmo. Meu coração explode de saudades, meus olhos se enchem de lágrimas que caem abundantemente sobre minha face. Recordo-me do meu velho pai:  - pequeno em estatura, cabelo que quando tocava parecia lã de carneiro. Amava acariciar sua cabeça. Enquanto fazia a minha faculdade tentando conquistar mais conhecimento,  ele percorria as ruas quentes de Osasco com um carrinho de sorvete. Esse era meu pai – seu nome era trabalho e integridade, esse foi o seu legado na minha vida.  Ele era perfeito? Não... Tinha coisas que fazia que nos irritava profundamente, a qual não convém ressaltar, afinal de contas, quando somos jovens, temos essa mania de nos irritar com coisas tão pequenas,  meus filhos são assim hoje, daí lembro-me dessa canção que diz:  “Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.   É um ciclo e Deus, na sua infinita sabedoria nos diz:  “Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa na terra que o Senhor, o teu Deus, te dá.” Êxodo 20:12. Traduzindo: não vale a pena perder tempo com coisas pequenas, afinal a perfeição não existe, portanto:  perdoe-lhes por não serem perfeitos e honra-os, pois um dia verás como eles foram tão grandiosos.  
Felizmente, antes de partir,  visitava-o frequentemente, queria que o pequeno Felipe aprendesse muitas coisas com aquele grande homem e esperava que o Dedé, que carregava em meu ventre também pudesse conhecê-lo.  Mas ele se fora...
Dezoito anos se passaram... uma saudade imensa bate no meu peito. Que dia é hoje? Olho no celular e para minha surpresa:
15/01/2013. Dia  do seu aniversário de 87 (se ainda estivesse conosco)
Saudades papai! Amo-te eternamente!

Lina